Sendo uma sociedade iniciática, seus membros são aceitos por convite expresso e integrados à irmandade universal, por uma cerimônia denominada iniciação".
Esta forma de ingresso repete-se, através dos séculos, inalterada e possui um belíssimo conteúdo, que obriga o iniciando a meditar profundamente sobre os princípios filosóficos que sempre inquietaram a humanidade.
O neófito ingressa na Ordem com o grau de Aprendiz. Ao receber instruções e ensinamentos, galga ao grau de Companheiro e após período de estudos chega ao grau máximo do Simbolismo, ou seja o Grau de Mestre Maçom.
Os Maçons reúnem-se em um local ao qual denominam
de Loja, e dentro dela praticam seus rituais. Estes são
dirigidos por um Mestre Maçom experimentado, conhecido
por Venerável Mestre. Suas cerimônias são sempre
realizadas em honra e homenagem a Deus, ao qual denominam
de Grande Arquiteto Do Universo, (G.'. A.'. D.'. U.'.).
Seus ensinamentos são transmitidos através de
símbolos dando assim um conhecimento hermeneutico
profundo e adequado ao nível intelectual de cada
indivíduo.
Os símbolos são retirados das primeiras organizações Maçônicas, dos antigos mestres construtores de catedrais. "Maçom" em frances significa pedreiro. Devido a este fato encontramos réguas, compassos, esquadros, prumos, cinzéis e outros artefatos de uso da Arte Real, ou seja, instrumentos usados pelos mestres construtores de catedrais e castelos, que são utilizados para transmitir ensinamentos.
Por possuir um conhecimento eclético, a Maçonaria busca nas mais diversas vertentes suas verdades e experiências, dando um caráter universal a sua doutrina.
A Maçonaria não é uma religião, pois o objetivo fundamental de toda sociedade religiosa é o culto a divindade.
Cada Loja possui independência em relação as
outras Lojas da jurisdição, mas estão ligadas a uma
Grande Loja ou Grande Oriente, sendo estes soberanos.
Cada Grande Loja ou Grande Oriente denomina-se de
"potência". Esta é uma divisão puramente
administrativa, pois as regras, normas, e leis máximas,
denominadas "Landmarks" são comuns a todos os
Maçons.
Um dos Landmark básicos da Ordem é que o homem para
ser aceito deve acreditar em um princípio criador
independente de sua religião.
Seus integrantes professam as mais diversas
religiões. Como no Brasil a grande maioria dos
brasileiros são cristãos, adota-se a Bíblia como livro
da lei. Em outra nação, o livro que ocupa o lugar de
destaque no Templo, poderá ser o Alcorão, o Torá, o
livro de Maomé, os Vedas, etc, de acordo com a religião
de seus membros.
No preâmbulo da primeira Constituição editada pela
Grande Loja ficam registrados de forma clara os
princípios em que se baseia a Ordem:
"A Maçonaria não impõe nenhum limite a livre investigação da Verdade e é para garantir a todos essa liberdade que ela de todos exige tolerância;
"A Maçonaria é, portanto, acessível aos homens de todas as raças e de todas as crenças religiosas e políticas;
"A Maçonaria proíbe em suas Oficinas toda discussão sobre matéria partidária, política ou religiosa, recebe os homens qualquer que sejam as suas opiniões políticas ou religiosas, humildes, embora, mas livres e de bons costumes;
"A Maçonaria tem por fim combater a ignorância em todas as suas manifestações;
"é uma escola mutua que impõe este
programma: obedecer as leis do País, viver
segundo os ditames da honra, praticar a justiça,
amar o próximo, trabalhar incessantemente pela
felicidade do genero humano e para conseguir a
sua emancipação progressiva e pacífica."
Maçons famosos fundaram diversas entidades que prestam serviços a humanidade, vejamos alguns exemplos: Os escoteiros por Robert Baden Powell, o Clube de Rotary por Paul Harris, os Clube de Lions por Melvin Jones, os grupos de jovens DeMolays por Frank Sherman Land.
A independência do Brasil foi decretada e solicitada a Dom Pedro I em uma sessão Maçônica realizada em 20 de agosto de 1822. Este dia é dedicado ao Maçom brasileiro.
O Marechal Deodoro da Fonseca, iniciado na Loja "Rocha Negra" de São Gabriel, Rio Grande do Sul, proclama a república em 15 de novembro de 1889.
Nossa Loja Fraternidade contou em suas colunas com o General Manoel Luiz Osório, Marquês do Herval.